Biografia

Sidney Lacé teve o gosto pelo desenho e pela pintura se manifestando bem cedo. No primórdio de sua vida escolar já demonstrava a sua vocação. De forma rudimentar, numa fase pouco mais adiantada da sua vida, porém ainda jovem, fez algumas incursões na pintura, inclusive decorando portas de móveis de fórmica, com temas de paisagens orientais, numa empresa em que trabalhou, apesar de sua atividade profissional, na época, ser ligada ao Departamento de Pessoal.

Próximo dessa fase recebeu aulas de um excelente pintor de nacionalidade chilena, Héctor Zablach, quando teve oportunidade de fazer alguns razoáveis trabalhos de criação e, outros, de reprodução. Foi um período curto, mas de vital importância no seu processo de apuração da sensibilidade pela pintura e algumas técnicas que conseguiu apreender, apesar do pouco tempo que essa experiência durou.

A sua formação profissional sempre esteve ligada à área jurídica, notadamente a que envolve o direito imobiliário, visto atuar, pelo menos nos últimos trinta anos, com administração imobiliária. Em momento algum, a sua atuação profissional precípua sombreou o seu objetivo, que permaneceu latente por muitos anos. Sempre manteve como meta um dia se dedicar à pintura, sua grande paixão.

Foi aluno de desenho na Sociedade Brasileira de Belas Artes (matriculado em 1968), onde conviveu com excelentes colegas e mestres, alguns dos quais, também colegas do Liceu de Artes e Ofícios, onde estudava pintura desde l967, tendo como professor e grande incentivador, o laureado Prof. Flávio Berredo. Foi um período de grande fertilidade para as artes de um modo geral, pois que estávamos em plena fase de muitas restrições impostas pelo regime político dominante, o que gerava como reação, um fervilhante movimento de todas as manifestações artísticas. Em termos de artes, foi uma época de grandes revelações de nomes e de obras.

Pelas necessidades pessoais e familiares, não foi possível conciliar a atividade profissional com a arte. Este afastamento durou, aproximadamente, quinze anos, durante os quais, foram raríssimas as incursões na paleta e pincéis.

Nos idos de final de 1987 e início de l988, após uma inesperada enfermidade que gerou uma internação hospitalar, resolveu reencetar sua vocação por recomendação de sua esposa e grande companheira. Como esteve afastado por muito tempo, procurou o Prof. Álvaro Xavier, grande pintor instalado na Ilha do Governador e dono do Atelier Flutuante. Com o Prof. Xavier travou uma grande amizade e de quem pode absorver grandes ensinamentos e segredos da pintura. No ambiente do Atelier Flutuante, teve a satisfação de conviver com criativos e estudiosos artistas, que também buscavam um desenvolvimento da sua técnica. Dentre esses artistas, destacam-se Mário Teixeira e João Barcelos, sendo que com o último, mantém, até hoje, excelente relacionamento, e troca de aprendizado, e, por quem dedica grande admiração. Esse relacionamento foi fundamental para o desenvolvimento de sua pintura ao ar livre, pois que as trocas de experiência, críticas e incentivos foram muito importantes. Pintamos juntos até hoje.

Ainda no Atelier Flutuante, teve a oportunidade de ministrar aulas de pintura durante, aproximadamente, três anos, em curso livre, para diversos alunos, dentre os quais, alguns são hoje, laureados em diversos salões e encontros de pintura.

Na sua trajetória, outro professor teve grande importância, pois não se furtou a ser o seu crítico nos trabalhos que realizava. Trata-se do Prof. Dario Silva, notável pintor e professor da Sociedade Brasileira de Belas Artes, que, pacientemente, o recebia em sua residência para comentar e orientar sobre suas pinturas. Essa experiência foi, de fato, de vital importância.

Já participando de salões e encontros de pintura (gincanas), passou a conviver com um excelente grupo de pintores, destacando-se Alberto Nunes, Eduardo Carlson, de um total de, aproximadamente, quinze pintores (consagrados e iniciantes). Mantém-se ligado ao pessoal remanescente desse grupo, visto que alguns faleceram e outros estão dispersos e/ou atuando em outras plagas. Dos remanescentes, tem a honra de manter estreita convivência com o pintor Fá bio P. Barros, com quem, por muitos anos, vem produzindo seus trabalhos em suas caminhadas pelos diversos rincões de nossa Cidade e de outras adjacentes.

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